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_Brazil Wind

_perfil do setor

A energia eólica tem demonstrado grande desempenho no mundo, tanto pelo desenvolvimento de novas tecnologias quanto pelo crescimento da capacidade instalada desta fonte de geração. Em 2010, foram adicionados 39 GW de potência eólica na matriz energética global. Tal ampliação foi maior do que a de qualquer outra tecnologia de energia renovável e superior a três vezes os 11,5 GW de energia eólica adicionados no mundo em 2005. O gráfico abaixo mostra a evolução desta fonte de geração nos últimos anos.

Também em 2010, a capacidade instalada mundial de geração eólica cresceu 24% em relação a 2009, atingindo uma capacidade global de aproximadamente 198 GW. Entre 2005 e 2010, a taxa de crescimento médio anual da capacidade de geração a partir de energia eólica foi de 27% a.a..

Este crescimento foi conduzido principalmente pela China, que contabilizou 50% da capacidade global adicionada em 2010, contra 4,4% no ano de2005. A China adicionou 18,9 GW de energia eólica à sua matriz energética em 2010, um aumento de 73% em relação a 2009, colocando o país no posto de líder global em capacidade eólica instalada, com um total de 44,7 GW.

No final da década de 90, o governo brasileiro finalizou o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro com medições a uma altura de 50m acima da superfície terrestre, que estimaram o potencial de geração eólica no País na ordem de 143 mil MW. Atualmente, segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia, dados apontam que a capacidade de geração eólica do Brasil pode ultrapassar os 300 mil MW, caso sejam feitas medições entre 80 e 120 metros de altura. Tal fato comprova o elevado potencial a ser explorado no País.

A maior parte do potencial de geração eólico brasileiro encontra-se na região Nordeste, que sozinha responde por 52% do potencial total.

A viabilização dessa fonte de geração no País se deu principalmente durante o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), que foi instituído de 2002 a 2010, com o objetivo de aumentar a participação da energia elétrica proveniente de fontes alternativas. Até poucos anos antes, a geração eólica era explorada apenas para fins acadêmicos ou empregada pontualmente em regiões que não possuíam linhas de transmissão de energia. Nessa ocasião, uma série de medidas foram tomadas para a viabilização da geração eólica, entre elas realização de leilões de energia exclusivos para fontes alternativas. A média do preço da energia negociado na época nesses leilões, trazida a valor presente, é de R$ 298,00/MWh. Em contrapartida, nota-se que no LER de 2011, o valor da energia vendida através do leilão realizado pela ANEEL ficou abaixo de R$ 100,00/MWh, e já no leilão A-5, que ocorreu apenas quatro meses após o LER, apresentou uma leve recuperação no valor das tarifas negocias, trazendo de volta o valor médio a patamares acima dos cem reais. O maior preço pago pela energia durante o PROINFA ajudou a atrair diversos investimentos que, por sua vez, ajudaram a tornar economicamente viável a geração eólica no Brasil.

A recente crise financeira nos países desenvolvidos vem impulsionando os fornecedores de equipamentos e investidores estrangeiros a procurarem novos mercados e, dentro do panorama atual, o Brasil é visto como um dos principais mercados devido ao grande potencial eólico ainda pouco explorado, bem como pelo crescimento e os sólidos fundamentos de sua economia. Enquanto que até há pouco tempo atrás existia apenas um produtor de turbina eólica presente no mercado brasileiro (a alemã Wobben), recentemente diversas grandes companhias internacionais como a argentina Impsa, a dinamarquesa Vestas e a americana GE Wind, entre muitas outras, manifestaram o interesse de instalar suas fábricas em solo brasileiro, principalmente na região Nordeste, onde se encontra o maior potencial eólico do país.

Dentre outras vantagens, a vinda de uma série de fornecedores para o País contribuiu para uma maior alavancagem financeira frente às instituições de fomento. Uma das cláusulas de exigência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, é a obrigatoriedade de um índice mínimo de nacionalização dos equipamentos a serem financiados. A instituição exige que pelo menos 60% do equipamento seja fabricado em solo brasileiro.

O grande fluxo de fabricantes e fornecedores entrando no mercado nacional, gerando uma maior financiabilidade pelas instituições de fomento brasileiras, é um dos motivos pelo qual o preço da geração eólica apresentou uma redução significativa, uma vez que o custo dos equipamentos representa, em geral, 70% do investimento total em uma usina eólica.

É possível perceber que, em apenas dois anos, o custo de investimento caiu aproximadamente 29%. Tal queda reflete diretamente nos preços praticados nos leilões de venda de energia.

Atualmente, a energia eólica apresenta apenas 1% da potência instalada no Brasil. Esta tímida representatividade tende a ser temporária, já que, em 2012, a capacidade instalada proveniente desta fonte triplicará, devido à entrada em operação de diversos parques vencedores do primeiro leilão de reserva com participação de eólicas (2009).

Com as contratações dos leilões A-3 e de Reserva de 2011, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil passará de 1 GW para 7 GW em 2014, e responderá por cerca de 5% da matriz energética nacional. Até 2020, a fonte alcançará mais de 11 GW, respondendo por cerca de 7% da matriz nacional.

A evolução da energia eólica também está alinhada com a conjuntura atual da matriz de geração do País. O Brasil possui aproximadamente 70% da capacidade elétrica instalada proveniente de fontes hídricas. Tendo em vista que os ventos possuem picos de frequência e intensidade em períodos de baixa estiagem (quando os reservatórios estão mais vazios), existe uma complementariedade entre a geração hídrico-eólica bastante alta.

Todavia, mesmo com diversos pontos a favor do desenvolvimento do setor eólico brasileiro, existem ainda alguns entraves que limitam o setor. Assim como em outras áreas industriais, a falta de infraestrutura ainda é o maior gargalo para a implantação destes empreendimentos. Os fabricantes se vêem obrigados a instalar suas fábricas perto da região onde serão construídos os parques eólicos, pois o sistema logístico nacional, muitas vezes, é precário e não possibilita o transporte dos equipamentos de forma eficiente.

Outro gargalo que dificulta o crescimento das fontes alternativas, em especial a eólica, é o sistema de transmissão nacional. Como o País sempre foi dependente de energias de fontes hídricas, o sistema de transmissão foi planejado para atender, principalmente, as grandes bacias hidrográficas. Isso faz com que o empreendedor tenha que se preocupar com a conexão de sua energia até a linha mais próxima. A solução que os órgãos competentes encontraram para tal obstáculo são as ICGs (Instalações de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada), que são linhas de transmissão compartilhadas entre os geradores de uma determinada região.